Raça, gênero, região e renda marcam polarização entre Bolsonaro e Haddad



A polarização crescente entre os candidatos do PSL, Jair Bolsonaro, e do PT, Fernando Haddad, na disputa à Presidência da República é marcada por fortes oscilações de acordo com a raça, a região e a renda média do eleitor, segundo demonstra o extrato completo da última pesquisa do instituto Ibope, divulgado nesta terça-feira 25.
No plano nacional, Bolsonaro registrou 28%, Haddad 22%, Ciro Gomes (PDT) 11%, Geraldo Alckmin (PSDB) 8%, Marina Silva (Rede) 5% e os demais até 3% das intenções de voto. No entanto, o candidato do PSL chega a ter o dobro do petista no Sudeste do país, onde tem 31% e o petista 16%. Por outro lado, é Haddad quem tem duas vezes mais intenção de voto que Bolsonaro no Nordeste (34% a 17%), região onde o capitão da reserva ainda fica numericamente em terceiro, atrás do cearense Ciro Gomes (18%).
No Sul, onde era a maior vantagem do deputado federal, a diferença despencou 16 pontos percentuais em apenas uma semana. Bolsonaro caiu de 38% para 30% e Haddad subiu de 11% para 19% no compilado de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No Norte e no Centro-Oeste, o deputado ainda vence, mas a diferença também caiu. Ele oscilou de 32% para 33% enquanto o ex-prefeito de São Paulo passou de 15% para 20%.
Boa parte da dificuldade do presidenciável do PSL em alcançar a tão almejada vitória no primeiro turno continua sendo o voto feminino. Entre os homens, Bolsonaro tem 35% contra 22% de Haddad. Se apenas as mulheres votassem, no entanto, os dois estariam empatados com 21% das intenções de voto.
Situação semelhante se verifica a partir do aspecto racial. Apenas entre os brancos, Bolsonaro está disparado na frente (33% a 17%), mas quando se analisa apenas o voto dos que se declaram pretos e pardos os índices são praticamente equivalentes (25% a 24%), com leve vantagem para o capitão da reserva.
A disparidade é ainda maior quando se analisa o critério de renda. Entre os mais ricos, Bolsonaro tem sua maior vantagem: possui 42% das intenções de voto, contra apenas 15% de Haddad. Por outro lado, entre quem ganha apenas até um salário mínimo, a vantagem é do petista, que aparece com 30%, contra 16% de Bolsonaro.
Nas faixas intermediárias, a vantagem é do candidato do PSL, mas com crescimento gradual: entre um e dois salários mínimos, de 26% a 21%, entre dois e cinco, 34% a 19%, até chegar à vantagem de 27 pontos citada acima, verificada apenas entre quem recebe acima de cinco salários mínimos.
O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 178 municípios entre os dias 22 e 23 de setembro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06630/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.
Fonte:https://www.msn.com
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