Fortaleza: Inflação é a maior do País Redação 9 de Junho de 2016 In Cidades



O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrado na capital cearense chegou à marca de 0,99% no mês passado, o maior do País, índice um pouco menor que o registrado em abril, que ficou em 1,02%, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, no acumulado do ano, já está em 5,08%, atrás apenas da capital gaúcha, Porto Alegre, que registrou 5,16% nos cinco primeiros meses de 2016. O índice também foi superior ao do Brasil, que registrou 0,78% em maio. A previsão dos economistas do mercado financeiro é que o IPCA feche o ano de 2016 em 7,12%, segundo o boletim Focus. O novo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn afirmou, esta semana, que sua equipe vai tentar trazer a taxa para a casa dos 6,5%, que é o teto da meta do Governo Federal para a inflação.
Já o valor acumulado nos últimos 12 meses, em Fortaleza, chega à casa dos 11,01%, que também é o maior valor registrado entre todas as capitais brasileiras, fazendo disparar o sinal amarelo, de atenção, às autoridades estaduais. Este resultado elevado da inflação, ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, vem sofrendo impactos das últimas altas registradas nas taxas de água e esgoto (9,30%, devido ao reajuste de 11,96% autorizado no fim de abril), bem como na conta de luz (6,41%, que também subiu 12,97% no mês anterior). Apesar disso, também entrou na conta a redução de 8,40% na taxa de Contribuição de Iluminação Pública (CIP).
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Quando é feita uma análise dos números registrados no Brasil, vê-se que o IPCA já acumulou uma alta de 4,05% nos cinco primeiros meses de 2016, representando uma elevação de 0,80% em relação com ao primeiro quadrimestre. Ao ser analisado o período dos últimos 12 messes, encerrados em maio, o índice ficou em 9,32%, ou seja, 0,04% em relação aos 9,28% de igual período encerrado em abril. Segundo a coordenadora de índice de preços do IBGE, Eulina dos Santos, estes impactos referem-se a uma série de reajustes autorizados pelo Governo. “A característica deste mês de maio é a volta a pressão dos itens administrados, que pressionaram a taxa do mês: água e esgoto, remédio, cigarro e energia elétrica.
Então, os preços administrados foram as ‘estrelas’ do mês passado”, afirmou.
O IPCA nacional também sofreu fortes pressões exercidas pelas regiões metropolitanas de Salvador (11,25%), Recife (11,22%), Fortaleza (6,41%), Belo Horizonte (3,24%), São Paulo (2,02%) e Campo Grande (0,64%). Os preços dos remédios, que haviam aumentado 6,26% em abril, subiram mais 3,1% no mês passado. Por causa disso, apenas nos dois meses, a elevação foi de 9,55%, reflexo do reajuste de 12,5% que passou a vigorar desde o dia 1º de abril.
Nos cinco primeiros meses deste ano, os remédios já tiveram reajustes de 10,52%. “E isso está muito ligado ao dólar”, lembrou a coordenadora do IBGE, uma vez que a maioria dos laboratórios existentes no País, importam uma série de matérias-primas.
O preço do cigarro também teve uma elevação de 9,33%, refletindo os reajustes que variaram de 3% a 14%, dependendo do fabricante, que passaram a valer desde 1º de maio. Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, no grupo alimentação e bebidas, os preços continuaram a subir (0,78%), embora menos do que em abril (1,09%). Vários produtos tiveram aumentos significativos, a exemplo da batata-inglesa, que ficou 19,12% mais cara de abril para maio. Com isso, a leguminosa já registra uma elevação de 50,91% nos cinco primeiros meses de 2016. Já o grupo dos não alimentícios registrou uma elevação de 1,05% no mês passado, muito maior que os 0,43% anotados em abril deste ano.
O.E.
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